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29.5.14

Saudades dos tempos, dos velhos momentos ♪


É... Mais uma vez, estou trancada em meu quarto, na frente do meu computador, com os meus fones de ouvido, com a cabeça no mundo da lua e com a saudade em ápice...
Fico me perguntando como a minha vida pôde mudar tanto de uns tempos pra cá... 
Pessoas entraram em minha vida, foram se tornando importantes, me apeguei, comecei a gostar, a amar, realmente marcaram, ai elas resolvem ir embora. Engraçado isso do ser humano, fazer com que outra pessoa se sinta importante, e ai do nada, vai embora, some... 
Minha mãe vive me dizendo que pessoas vem e vão, mas não pensei que seria assim, tão rápido, e tão doído. Perdi pessoas que nunca me imaginei sem, e ganhei pessoas que nunca imaginei nem falando um ''oi''. Como a vida é irônica não?
As pessoas desapareceram de uma forma inexplicável, mas não pense que por esse motivo deixo de me lembrar e me importar com elas, não, pelo contrário; me acho até ingenua, por ainda ter sentimentos por pessoas que nem de mim devem se lembrar! Mas infelizmente, não mando em meu coração, no que eu sinto...
E a cada dia que passa, peço a Deus que me dê mais força, para que a saudade vá diminuindo, peço a Ele que tire toda a tristeza que essa saudade tem me causado e essa dor, por não poder ter essas pessoas ao meu lado na caminhada da minha vida.


22.3.14

XÔ SAUDADE!

Vai embora, você não é bem-vinda aqui!


     Nada nesse mundo, pesa mais do que a saudade. Ela nos sufoca, nos aperta, nos machuca. Cicatrizes do passado, recordações boas ou ruins, mas que de uma forma ou de outra a maldita da saudade, estraga. Cada vez mais.
     Ter cólica, bater o dedinho do pé em algum móvel, um tapa, um soco, uma palavra ofensiva... Dói. Mas nada dói mais do que a saudade.
     Saudades da infância, dos amigos da quarta série, das escolas por onde estudei, dos professores que tive, saudades de um avô/avó que hoje não se está mais presente, de uma cidade que visitou, de um parente que mora distante, dos ‘’namoricos’’ de criança... Ahh que dor insuportável! Isso tudo passa, mas a saudade insiste em ficar.
     E se existe algo que dói mais do que isso, por favor, eu não quero conhecer. De maneira alguma!
     Pequena dose de saudade, de vez em quando faz bem, para vermos o quanto valeu a pena acordar cedo todo dia, cada eu te amo que disse para minha família, para meus amigos, e até mesmo para meu amor platônico, para cada mico que eu passei, cada desilusão, brincadeiras, brigas, magoas, notas vermelhas na escola. Isso com certeza irei levar de uma forma saudável para a vida inteira, só se a saudade maneirar na dose, só. Porque se não isso tudo vai me machucar cada vez mais, e eu vou acabar sentindo saudade até do que eu era, quando não sabia que existia essa tal da saudade, ou até sabia, pois ela maneirava na forma de atingir meu coração, meu sentimento e minha mente.

''Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.'' (Martha Medeiros)




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